Um dos focos atuais do Instituto Órizon é ajudar empresas e demais atores do setor privado a reforçar o pilar Social da sua agenda ESG. Por meio de ações de comunicação e conteúdo, queremos transmitir boas práticas e métodos para empresas de todos os portes, setores e em diferentes graus de maturidade em sua agenda ESG investirem em ações e projetos de impacto social. Como parte desse esforço, realizamos em junho a segunda edição do evento O “S” do ESG na Prática, e falamos sobre ele aqui no nosso LinkedIn.
Agora queremos fazer uma breve introdução sobre como empresas que ainda não possuem iniciativas estruturadas no pilar Social podem começar a implementar uma estratégia coerente e fazer a diferença. Além do impacto social positivo nas comunidades onde estão presentes, uma estratégia social bem pensada gera um ganho para o próprio negócio, na forma por exemplo de ganho reputacional para sua marca. Atualmente, o público está cobrando de empresas e marcas o engajamento com causas sociais, e diversas pesquisas comprovam que quem tem uma atuação consistente nesta área tem uma imagem melhor entre os consumidores e melhores resultados financeiros.
Vamos ao passo a passo para ter uma estratégia estruturada de investimento social na sua empresa?
Primeiro passo: escolha de organizações e projetos que podem ser apoiados
Para uma empresa que ainda não possui iniciativas sociais estruturadas, o melhor caminho é buscar parcerias com organizações e projetos já existentes. Eles já têm uma atuação, conhecem o público que querem impactar e quais são as dificuldades para escalar seu trabalho. Para escolher potenciais parceiros, é importante pesquisar e avaliar fatores como o alinhamento entre a missão e valores da organização ou projeto com os da empresa, a relevância da causa para a empresa e para a sociedade e qual é a estrutura e governança da organização ou projeto.
Quando o Instituto Órizon realizou nosso primeiro edital de apoio a organizações sociais, fizemos um processo de due dilligence nas organizações finalistas para entender em que estágio elas estavam e o que precisavam para reforçar sua estrutura e gerar maior impacto. Essa etapa, comum no mercado de investimento privado, também é uma das premissas do venture philanthropy.
É interessante que haja um alinhamento e sinergia entre o foco de atuação da organização e o segmento de negócios da empresa. Por exemplo, uma empresa de alimentos pode apoiar iniciativas de combate à fome e a desnutrição, uma empresa de cosméticos, iniciativas de diversidade de gênero e racial com foco na melhoria da autoestima de mulheres e pessoas negras, etc.
Segundo passo: instrumentos e modalidades de apoio
Identificada a organização ou projeto social que sua empresa gostaria de apoiar, o segundo passo é entender qual forma de apoio pode ser mais efetiva. A doação de recursos financeiros diretamente é o mais comum, mas não é o único meio de apoio. Além da doação direta, cada vez cresce mais a doação por meio de instrumentos de incentivo fiscal, em que as empresas podem destinar parte dos valores que seriam pagos em impostos para apoiar projetos sociais contemplados nas diversas leis de incentivo existentes.
O apoio financeiro também é apenas uma de várias formas de apoiar projetos sociais. O voluntariado corporativo, por exemplo, é uma modalidade que também vem crescendo e traz resultados interessantes. Pelo voluntariado, profissionais das empresas podem dedicar tempo a ajudar uma ONG ou projeto com sua expertise profissional, fortalecendo diversas áreas da organização, como o financeiro, jurídico, marketing, comunicação e TI.
O apoio na gestão é uma das premissas do venture philanthropy, e nos três anos de atuação com nossas organizações apoiadas, o Órizon realizou muitas ações de voluntariado envolvendo as equipes de nossos fundos fundadores e parceiros técnicos e institucionais. Esse envolvimento trouxe excelentes resultados no fortalecimento institucional das organizações e na escalabilidade de seu impacto social, além de melhoria no clima organizacional nas empresas que cederam os voluntários e um ótimo feedback deles sobre a experiência.
Terceiro passo: mensuração de resultados
Com o apoio financeiro e de gestão dado pelo investimento privado, espera-se que as organizações colham resultados na forma de maior impacto social positivo em suas comunidades. Para mensurar esse impacto, o terceiro setor desenvolveu diversas métricas e metodologia de avaliação e análise dos resultados. Já falamos aqui sobre uma das métricas mais conhecidas, o Retorno Social sobre o Investimento (SROI). Essa métrica busca considerar apenas os resultados tangíveis, mas também os intangíveis — como a melhora na qualidade de vida, o fortalecimento de vínculos comunitários ou o aumento da autoestima de pessoas beneficiadas — traduzidos em valor para que possamos analisar de forma comparável e estratégica o impacto gerado.
Além do SROI, podemos utilizar para avaliar os resultados de impacto social métricas como:
- Impacto social direto: Número de pessoas beneficiadas, número de atendimentos realizados, número de participantes em programas, etc.
- Mudanças na qualidade de vida: Melhoria na saúde, educação, renda, acesso a serviços, etc.
- Engajamento da comunidade: Nível de participação em programas, satisfação dos beneficiários, feedback da comunidade.
- Alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Como a iniciativa contribui para os objetivos globais de desenvolvimento sustentável.
- Transparência e governança: Qualidade dos relatórios de sustentabilidade, comunicação com os stakeholders.
Você ou sua empresa está interessado em fortalecer o pilar S do ESG com consistência e estratégia? Venha conversar com o Órizon! Estamos abertos para parcerias com quem também quer fazer a diferença.