O propósito do Instituto Órizon é ser o veículo de filantropia da indústria brasileira de fundos de investimentos privados, com base no modelo venture philanthropy. Um de nossos principais objetivos é divulgar no Brasil essa modalidade de investimento social com grande potencial transformador. Assim, estamos sempre trazendo aqui no Linkedin e outros canais de comunicação do Órizon conteúdo informativo sobre como esse modelo funciona e porque investir no venture philanthropy. Agora, vamos explicar como fundos de investimento, sejam ou não de private equity, podem apoiar ações de impacto social por meio do venture philanthropy.
O Órizon foi fundado em 2021 por quatro fundos de private equity que compartilhavam deste desejo de atuar no Investimento Social Privado (ISP) como parte de suas ações de responsabilidade social e ESG. Os fundos fundadores – SPX Capital, Vinci Compass , Warburg Pincus LLC – realizaram investimentos diretos, na forma de doações em dinheiro, que somam mais de R$ 4,72 milhões nos primeiros três anos de atuação do Instituto. Mas a contribuição dos fundos para as quatro organizações sociais apoiadas pelo Órizon – Colégio Mão Amiga – VIS Foundation Brasil, Fundação Iochpe, Pró-Saber SP e Rede Cruzada – vão muito além desse valor doado diretamente, e aí está a força do venture philanthropy.
Apoio financeiro e não-financeiro
A razão é que esta modalidade de investimento social pressupõe que o apoio às Organizações da Sociedade Civil (OSCs) deve ir muito além do suporte financeiro, por meio de doações ou outros mecanismos de investimento. No venture philanthropy, em uma prática herdada do setor de private equity, a ideia é fortalecer a capacidade institucional e operacional das entidades apoiadas, potencializando sua capacidade de gerar impacto social positivo. Essas ações proporcionam mais efetividade institucional, melhores resultados e permitem que as OSCs consigam se tornar sustentáveis a longo prazo.
Isto é feito de diversas formas e em várias etapas. No primeiro momento, os fundos que formam uma organização de venture philanthropy definem as causas de seu interesse e o problema social que desejam solucionar, de acordo com sua expertise. O passo seguinte é a seleção das organizações que receberão o apoio. Nesse momento, são realizadas pesquisas e avaliações minuciosas para maior assertividade da escolha. Com a seleção feita, é hora de se reunir com as organizações escolhidas e traçar metas e objetivos para distribuir os recursos existentes da melhor forma possível, com foco em resultado.
Então passamos para a etapa do apoio (financeiro e não-financeiro) propriamente dito. Esta etapa se divide em dois momentos: no primeiro, está o investimento financeiro em forma de doações, empréstimos ou participações acionárias, além do suporte operacional, como aconselhamento em gestão e acesso a redes de contatos. No segundo momento, é realizado apoio estratégico para atuação em áreas sensíveis às organizações, captando tecnologias e ferramentas para gestão com o objetivo de potencializar os resultados. Por fim, é realizada a medição e avaliação de impacto, com um estudo para entender quais os principais pontos de atuação e as melhores formas de acompanhar a evolução do projeto.
Essas etapas reproduzem, de forma adaptada ao campo do investimento social, a forma de atuação do private equity no setor privado, em que o foco principal são a escalabilidade e rentabilidade do investimento. No private equity são realizadas aplicações de alto risco em startups e empresas emergentes com grande potencial de crescimento e retorno financeiro. Em ambos os casos, uma das principais ações é o due dilligence, processo o no qual são feitos profundos estudos e análises sobre as organizações candidatas a receberem o investimento. No due dilligence são analisadas áreas como estratégia e governança, recursos humanos, sustentabilidade financeira e operações.
Impacto gerado também vai além do financeiro
Nestes quatro anos de atuação do Instituto Órizon, pudemos observar como o venture philanthropy funciona na prática e os resultados das nossas organizações apoiadas. Como falamos no artigo anterior, já mensuramos que até o momento, cada R$ 1 doado para o Órizon gerou cerca de R$ 7,30 em captação de recursos adicionais para fortalecer as organizações, por meio das diversas intervenções realizadas para melhorar a capacidade organizacional e operacional das nossas apoiadas.
O impacto gerado pelo venture philanthropy é mensurado, mas vai além dos números e envolve aspectos intangíveis. Para os fundos de investimento que se engajam nesta modalidade de investimento social, o retorno vem em forma de ganho reputacional, sendo reconhecidos como organizações que apoiam ações sociais no campo da educação. Mas esse engajamento também se traduz, por exemplo, em uma melhoria do clima organizacional. Observamos que os profissionais que fazem parte da equipe dos fundos e das empresas investidas por esses fundos compartilharam sua expertise e, em troca, têm a chance de colaborar com a causa da educação, aumentando seu senso de propósito e a satisfação com seu trabalho.
Você faz parte de um fundo de investimento ou empresa, está querendo expandir suas ações de responsabilidade social e se identificou com a metodologia do venture philanthropy?
O Instituto Órizon está em busca de novos parceiros que acreditam no impacto social e queiram investir com propósito. Para saber mais, entre em contato com a gente!