Doação no Brasil em 2024: 3 aprendizados que moldam o futuro da filantropia

Já falamos aqui sobre a Pesquisa Doação Brasil, conduzida pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com o Ipsos. Em agosto, o IDIS lançou a edição 2024 da pesquisa, o levantamento mais importante sobre a cultura de doação no Brasil, que trouxe insights valiosos sobre o comportamento dos doadores no país. Os resultados do último ano apontam tanto avanços quanto desafios que merecem atenção de todos que atuam no campo social.

Para o Instituto Órizon, que tem na filantropia estratégica e de impacto o centro de sua atuação, os aprendizados da pesquisa reforçam a importância de investir em modelos inovadores de doação, capazes de unir confiança, mensuração e transformação real.

Neste artigo, vamos destacar três aprendizados centrais da pesquisa para quem atua no terceiro setor e em impacto social.

1. A retomada da doação no Brasil

Em 2024, 43% dos brasileiros afirmaram ter feito doações em dinheiro para organizações, o maior índice desde 2015. Esse dado mostra a resiliência da cultura de doação no país, mesmo em um contexto de desafios econômicos e sociais.

Mais do que números, esse crescimento revela que a solidariedade continua sendo um traço marcante da sociedade brasileira e que há espaço para fortalecer ainda mais o engajamento com causas estruturantes.

2. Menos pessoas, mas mais comprometidas

Embora a proporção de doadores tenha crescido, a pesquisa também mostra que o número absoluto de pessoas que doam ainda é menor que em edições anteriores. Por outro lado, o valor médio doado aumentou, indicando um comportamento diferente: doadores mais exigentes, que direcionam seus recursos de forma mais estratégica e consistente.

Isso demonstra que não basta mobilizar em volume, é preciso fidelizar o doador. Cada vez mais, os doadores buscam causas que estejam alinhadas a seus valores pessoais e, sobretudo, que apresentem resultados concretos.

3. Confiança e transparência são decisivos

Outro ponto fundamental da pesquisa é a confirmação de que confiança é o pilar central da doação. Organizações que comunicam de forma clara sua missão, apresentam resultados comprovados e mantêm uma governança sólida conquistam mais facilmente a fidelidade de seus doadores.

Isso significa que a sustentabilidade do setor social depende cada vez mais de profissionalização, mensuração de impacto e prestação de contas.

O papel da venture philanthropy e do Instituto Órizon

Esses três aprendizados dialogam diretamente com o modelo de atuação do Instituto Órizon, que adota a venture philanthropy como abordagem para impulsionar organizações da sociedade civil.

Ao lado de empresas investidoras, o Instituto apoia não apenas com recursos financeiros, mas também com gestão, governança e capacidade institucional, garantindo que os resultados sociais sejam medidos e ampliados. Esse modelo responde à demanda dos doadores por mais transparência e impacto, transformando a filantropia em um investimento estratégico de longo prazo.

A Pesquisa Doação Brasil 2024 mostra que estamos em um momento decisivo: a disposição de doar cresce, mas acompanhada de uma expectativa maior por resultados e confiança. Para empresas e indivíduos que desejam gerar impacto real, o caminho é investir em modelos estratégicos e em organizações sólidas, capazes de transformar recursos em mudanças concretas.

No Instituto Órizon, acreditamos que fortalecer a cultura de doação é também fortalecer o futuro do Brasil.

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